Câmara do Porto despeja quatro famílias de habitações utilizadas para tráfico de droga
Câmara do Porto despeja quatro famílias de habitações utilizadas para tráfico de droga

Câmara do Porto despeja quatro famílias de habitações utilizadas para tráfico de droga

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A Câmara do Porto despejou quatro famílias de habitações sociais usadas para tráfico de droga. As casas também eram utilizadas para esconder traficantes.

As ações de desocupação, realizadas pela empresa municipal Domus Social, ocorreram “após a condenação em primeira instância de membros dessas famílias”, afirmou a fonte da autarquia, presidida por Rui Moreira, à Lusa.

Segundo a Câmara, as famílias já estavam cientes das ações de despejo das residências, que eram usadas para o tráfico de estupefacientes.

“Em um dos casos, a casa atribuída pelo município era inclusive utilizada como ‘casa de recuo’, servindo tanto para esconder traficantes quanto para dificultar a apreensão de drogas”, afirmou a fonte.

Embora as quatro locatárias tenham sido notificadas sobre o “despejo iminente” na semana passada, a autarquia informou que uma delas está atualmente detida no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos, e que a casa está “vandalizada e em estado de abandono”. “E estava a ser ocupada indevidamente por um parente, o que representava um sério risco para a saúde e segurança dos demais moradores do prédio”, ressaltou a autarquia.

Dois dos quatro agregados familiares envolvidos têm menores, e por isso a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) e os Serviços de Ação Social locais foram alertados com antecedência, “para que possam fornecer o apoio e encaminhamento necessários”, assegurou a fonte à Lusa.

Entre 2017 e 2023, a Câmara do Porto, através da Domus Social, realizou 11 ações de despejo por uso irregular de habitação.

“O Município do Porto não tolera o uso indevido de suas habitações municipais, como no caso do tráfico de drogas. A resolução dessas situações, além de proteger e preservar o património municipal, visa principalmente garantir a segurança e qualidade de vida dos demais moradores do parque habitacional público e dos cidadãos em geral”, justificou.

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