Cantora Cândida Branca Flor faria hoje 72 anos

Cantora Cândida Branca Flor faria hoje 72 anos

12/11/2021 0 Por admin
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Nascida em Beringel, em Beja, no Baixo Alentejo, a 12 de novembro de 1949, era filha de Bernardo Soares, natural de Vila Nova de Poiares, e foi adoptada pela sua mulher, Serafina Coelho, natural de Moura.

Frequentou aulas de canto com a professora Maria do Rosário Coelho. Mais tarde, é no bar Louisiana, em Cascais, que começa a conviver com os músicos da sua época e conhece Carlos Zíngaro, do grupo de jazz Plexus, que a fez entrar na carreira artística integrando a Banda do Casaco, grupo inovador na música popular portuguesa dos anos 70.

Foi, aliás, ao tema “Romance de Branca Flor” do álbum Coisas do Arco da Velha (considerado em Portugal como ‘Disco do Ano’ de 1976), que foi buscar o nome artístico que a tornaria célebre na sua carreira a solo.

Em 1976, apresentou na RTP, ao lado de Júlio Isidro, o programa televisivo O Fungagá da Bicharada, enveredando, depois, pela carreira de cantora com a edição da banda sonora desse mesmo programa.

Participa pela primeira vez, no Festival RTP da Canção de 1979, com o tema de Tozé Brito A nossa história de amor. Nesse mesmo ano fez sucesso no programa Pisca-Pisca da RTP com o tema “Banho de Lua”.

Regressou ao Festival RTP da Canção pela mão do seu amigo Carlos Paião, primeiro em 1983, com o tema “Trocas baldrocas”, e no ano seguinte com “Vinho do Porto (Vinho de Portugal)” num dueto com o próprio autor da canção.
Em 1985, lançou o disco infantil Cantigas da Minha Escola. Em 1987, foi a vez de Cantigas da Nossa Terra. Ambos os discos tiveram a colaboração de Carlos Paião e um notável sucesso no panorama discográfico em Portugal.

Colaborou com muitos outros nomes da música popular portuguesa e, ao longo da sua carreira, deu espectáculos atrás de espectáculos para os emigrantes portugueses no estrangeiro.

Na televisão, foi sempre uma presença bastante frequente e foi, inclusive, convidada para participar em programas históricos da RTP como Casino Royal e Parabéns (da autoria do seu grande amigo Herman José), Piano Bar (de Simone de Oliveira), Sons do Sol (de Júlio Isidro), Praça da Alegria (de Manuel Luís Goucha e Sónia Araújo), entre outros. Participou em inúmeras edições do programa Natal dos Hospitais no qual foi sempre bastante acarinhada pelo público.

No programa televisivo “Todos ao Palco” do encenador Filipe La Féria, Cândida Branca Flor surgiu numa bastante apreciada apresentação teatral.

A artista feleceu no dia 11 de Julho de 2001, surpreendendo fãs uma vez que projectava em público um imagem de alegria contagiante.

No dia do seu funeral, milhares de pessoas assistiram às cerimónias e as mesmas contaram com uma ampla cobertura mediática (desde televisão à imprensa escrita). No momento do enterro do seu corpo, um comovente aplauso por parte dos seus inúmeros admiradores – entre eles artistas de renome e também simples populares – ecoou na cidade de Lisboa.

Encontra-se sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Fonte: Wikipédia