CDU de Oliveira de Azeméis queixa-se de vandalismo com a sua propaganda

CDU de Oliveira de Azeméis queixa-se de vandalismo com a sua propaganda

09/11/2021 0 Por admin
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A CDU de Oliveira de Azeméis queixou-se, na passada sexta-feira, de vandalismo recorrente sobre os seus materiais de propaganda após ter sido destruída uma faixa com críticas à Junta de Freguesia de Cucujães, nesse concelho do distrito de Aveiro.

A denúncia partiu de Cláudio Andrade, que, enquanto representante local da coligação entre PCP e partido “Os Verdes”, apresentou “queixa na GNR por já não ser a primeira vez que isto acontece”.

A primeira ocorrência deu-se durante a última campanha eleitoral. “Estragaram-nos um MUPI e fizeram desaparecer 10 cartazes nossos das autárquicas”, revelou à Lusa o cabeça de lista da CDU à Junta de Cucujães nas eleições autárquicas de 26 de setembro.

Depois, acrescentou, registaram-se estragos numa faixa de tecido que, a propósito do projeto de construção de um anfiteatro ao ar livre, comparava as empreitadas da Junta socialista às “obras de Santa Engrácia”.

Agora, no último fim de semana, seguiu-se a destruição de outra faixa que, perante “o estado de degradação da Rua Professor Leão”, questionava se essa era “estrada municipal ou carreiro de cabras”.

Para Cláudio Andrade, nestes atos de vandalismo “há uma óbvia intenção de calar a CDU”, que “nos últimos tempos começou a expor publicamente problemas concretos de Cucujães e está a incomodar com essas verdades”.

Essa opinião é reforçada pelo facto de que “os estragos só se verificam com o material da CDU”, o que poderá indiciar que na origem do problema estarão divergências políticas e não delinquência gratuita. “Se isto não tivesse motivação política, quem estraga o material da CDU também estragava o dos outros partidos”, defendeu.

Cláudio Andrade garantiu, contudo, que os representantes de PCP e Verdes não irão calar-se: “Vamos afirmar a nossa posição porque queremos soluções para os enormes problemas que a freguesia atravessa e esta autarquia terá de criar respostas”.

Para a CDU, a denúncia destes atos de vandalismo constitui uma forma de “pedagogia democrática”, porque “os contributos para o debate político entre os habitantes de Cucujães não podem ser intimidados por tentativas de silenciamento ou de ultraje à expressão pública dos problemas da vila”.

Contactado pela Lusa, o presidente da Junta de Freguesia de Cucujães, Simão Godinho, garantiu que o seu executivo “não tem nada a ver com esses estragos”.

O autarca atribui a autoria dos danos a desconhecidos que “costumam agir durante a noite” e que “atuam por fases”, como ainda recentemente aconteceu “quando vandalizaram uma série de sinais de trânsito na freguesia”.

“É sempre uma situação a lamentar e só posso dizer que comportamentos como estes não estão no ADN do nosso executivo”, concluiu.