Sindicato da Hotelaria desiludido por Governo não nomear comissão administrativa para Bingo da Boavista

Sindicato da Hotelaria desiludido por Governo não nomear comissão administrativa para Bingo da Boavista

21/10/2021 0 Por admin
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LUSA

O Sindicato da Hotelaria do Norte manifestou esta quinta-feira “desilusão” por o Governo não ter nomeado nenhuma comissão administrativa para reabrir a sala de Bingo da Boavista, no Porto, e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho.

“O Estado não nomeou nenhuma comissão administrativa para reabrir a sala e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho, conforme compromisso também assumido. Os trabalhadores reúnem-se à porta do Bingo Boavista, no dia 2 de novembro, pelas 10 horas, para analisar a situação”, refere, em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte (STIHTRS).

Em declarações à Lusa, Nuno Coelho, do STIHTRS, assumiu preocupação “com o futuro dos trabalhadores”, pois sem a nomeação de uma comissão administrativa para reabrir as salas de imediato, a “qualquer momento os trabalhadores podem ficar sem rendimentos”.

“Estamos desiludidos e desapontados por não terem criado [o Governo] a comissão administrativa para reabrir a sala e garantir a ocupação efetiva dos postos de trabalho”, declarou o dirigente sindical.

No comunicado, o sindicato refere, por seu turno, que “o Estado, através do Turismo de Portugal, abriu no dia 18 do corrente mês novos concursos para as salas de jogo do Bingo da Boavista e da Nazaré”, e que o “prazo para apresentação das propostas é o mínimo legal de 15 dias úteis, conforme a reivindicação dos trabalhadores”.

O anúncio da abertura dos novos concursos para os bingos do Porto e da Nazaré satisfez o sindicato, contudo, Nuno Coelho sublinha que foi uma decisão “tardia”.

Em agosto, dezenas de trabalhadores do Bingo da Boavista concentraram-se à porta do Ministério do Trabalho do Porto a pedir a reabertura da sala de jogo, o pagamento de salários em atraso e acusando a Pefaco, empresa a quem foi concedida a concessão do espaço, de ilegalidades.

O Bingo da Boavista tinha 62 trabalhadores em atividade antes de encerrar e “faturava mais de seis milhões de euros por ano”, lia-se na moção a que a Lusa teve acesso em agosto.

Devido à situação dos salários em atraso, os 62 trabalhadores do Bingo da Boavista suspenderam o contrato de trabalho em março e estão a receber um “valor miserável equivalente ao subsídio de desemprego”, classificou na altura Francisco Figueiredo, do Sindicato de Hotelaria do Norte.

As salas de jogo do bingo, bem como os casinos, reabriram em 01 de maio. Contudo, as salas do bingo concessionadas à Pefaco, como o caso do Bingo da Boavista e da Nazaré, não abriram e continuam todas encerradas.